domingo, 26 de maio de 2013

Empurre a "vaquinha" do seu Precipício!

 
Empurre a "vaquinha" do seu Precipício!

Um sábio mestre e seu discípulo andavam pelo interior do país há muitos dias e procuravam um lugar para descansar durante a noite. Avistaram, então, um casebre no alto de uma colina e resolveram pedir abrigo àquela noite. Ao chegarem ao casebre, foram recebidos pelo dono, um senhor maltrapilho e cansado. Ele os convidou a entrar e apresentou sua esposa e seus três filhos.
Durante o jantar, o discípulo percebeu que a comida era escassa até mesmo para somente os quatro membros da família e ficou penalizado com a situação. Olhando para aqueles rostos cansados e subnutridos, perguntou ao dono como eles se sustentavam.
O senhor respondeu:
- Está vendo àquela vaca lá fora? Dela tiramos o leite que consumimos e fazemos queijo. O pouco de leite que sobra, trocamos por outras mercadorias na cidade. Ela é nossa fonte de renda e de vida. Conseguimos viver com o que ela nos fornece.
O discípulo olhou para o mestre que jantava de cabeça baixa e terminou de jantar em silêncio.
Pela manhã, o mestre e seu discípulo levantaram antes que a família acordasse e preparavam-se para ir embora quando o discípulo disse:
- Mestre, como podemos ajudar essa pobre família a sair dessa situação de miséria?
O mestre então falou:
- Quer ajudar essa família? Pegue a vaca deles e empurre precipício abaixo.
O discípulo espantado falou:
- Mas a vaca é a única fonte de renda da família, se a matarmos eles ficarão mais miseráveis e morrerão de fome!
O mestre calmamente repetiu a ordem:
- Pegue a vaca e empurre-a para o precipício.
O discípulo indignado seguiu as ordens do mestre e jogou a vaca precipício abaixo e a matou.
Alguns anos mais tarde, o discípulo ainda sentia remorso pelo que havia feito e decidiu abandonar seu mestre e visitar àquela família.
Voltando a região, avistou de longe a colina onde ficava o casebre, e olhou espantado para uma bela casa que havia em seu lugar.
- De certo, após a morte da vaca, ficaram tão pobres e desesperados que tiveram que vender a propriedade para alguém mais rico. – pensou o discípulo.
Aproximou-se da casa e, entrando pelo portão, viu um criado e lhe perguntou:
- Você sabe para onde foi à família que vivia no casebre que havia aqui?
- Sim, claro! Eles ainda moram aqui, estão ali nos jardins. – disse o criado, apontando para frente da casa.
O discípulo caminhou na direção da casa e pôde ver um senhor altivo, brincando com três jovens bonitos e uma linda mulher. A família que estava ali não lembrava em nada os miseráveis que conhecera tempos atrás.
Quando o senhor avistou o discípulo, reconheceu-o de imediato e o convidou para entrar em sua casa.
O discípulo quis saber como tudo havia mudado tanto desde a última vez que os viu.
O senhor então falou:
- Depois daquela noite que vocês estiveram aqui, nossa vaquinha caiu no precipício e morreu. Como não tínhamos mais nossa fonte de renda e sustento, fomos obrigados a procurar outras formas de sobreviver. Descobrimos muitas outras formas de ganhar dinheiro e desenvolvemos habilidades que nem sabíamos que éramos capazes de fazer.
E continuou:
- Perder aquela vaquinha foi horrível, mas aprendemos a não sermos acomodados e conformados com a situação que estávamos. Às vezes precisamos perder para ganhar mais adiante.
Só então o discípulo entendeu a profundidade do que o seu ex-mestre o havia ordenado fazer.

Procure em sua vida se não há uma vaquinha para empurrar no precipício ou se alguma já caiu e você não percebeu que foi algo bom.
Perder um emprego, acabar um relacionamento e outras tantas outras coisas traumáticas são como marcos em nossas vidas, servem para mostrar que você passou por ali e sobreviveu, ficou melhor e mais forte.

Pule fora da sua "Zona de Conforto" agora mesmo!


Um comentário:

  1. Uau, que maldade jogar a vaquinha hein hahaha.

    Falando sério, rs. Ainda hoje o assunto abordado em sala de aula no tempo de Sociologia Urbana, foi sobre a "zona de conforto" em que algumas pessoas se encontram.

    Um exemplo bem amplo e até polêmico, são as família de baixa renda. Muitos reclamam e acham que o Governo tem a obrigação de sustentá-las e tirá-las da zona de miseráveis, mas infelizmente, não querendo generalizar, já generalizando, muitos deles estão acomodados ao extremo.

    Lembro bem de um senhor que pediu um prato de comida na porta da casa da minha avó. Ela deu o prato de comida, deu refrigerante e algumas frutas e na semana seguinte o senhor voltou e ela disse

    - "Olha, precisamos de alguém para carregar mercadorias. O senhor tem interesse? Assim não precisa mais ficar pedindo por comida"

    E esse senhor praguejou da primeira às futuras gerações de minha avó chamando-a de miserável pra lá, ou seja...Não adianta dar o peixe, tem que ensinar a pescar e muitos só perceberão isso realmente ao terem suas vaquinhas empurradas dos precipícios.
    Bem como nós mesmos.

    Como diz seu texto, a perda de um emprego, o término de um relacionamento...Naquele momento o único sentimentos que nos permitimos sentir é o de raiva, incompreensão, negação, mas se pararmos para observar, pode ser um excelente momento para mudar as coisas e mudá-las para a melhor, basta ter paciência e saber observar as coisas ao seu redor. o/

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