segunda-feira, 23 de abril de 2012


Seja “O Cara”!

Sendo uma pessoa de vendas...totalmente ligada à qualidade no atendimento, vivo fazendo análise de como temos pessoas por aí que fazem a diferença e como vemos pessoas que, infelizmente, não tem dom para a área de vendas e estão lá por falta de opção.
O profissional de vendas tem que ter o “Dom” para a área. Tem que gostar de GENTE! Tem que ser totalmente relacional... E não simplesmente ser um vendedor por falta de opção....sabe aquilo: “Hummm....não sei o que vou fazer....não sei o que eu quero da minha vida...ah...já sei, vou trabalhar com vendas.”
Resultado: é um desastre quando uma pessoa que não tem o “Dom” de vendas atua na área.
Como é uma experiência deliciosa entrar em uma loja ou em uma prestadora de serviço e você se sente vista. Mesmo que ocupado, quando o profissional me olha, é um momento de cumplicidade clienteXvendendor e eu consigo entender nesses segundos: “-Já irei lhe atender”. Significa ainda um: “Fui visto...significo algo!”

Simples? É sim....
Mas e quando, acontece o inverso? Entramos em uma loja ou prestadora de serviço e o atendente ou vendedor vai tentando se esconder...e o cliente se aproxima....e o atendente vai se enrolando mais e mais e sem solução ele chega a triste conclusão: “-Não adianta...o cliente me viu, vou “TER” que atendê-lo.” Hilário, né? Mas não é história de filme ou novela, é mais real e comum do que pensamos.
Tenho dado um exemplo, à alguns amigos, de uma experiência bem recente minha, de um EXCELENTE atendimento.
Eu queria um sapato “nude” (cor que só as mulheres conhecem), e passeando num shopping passei na frente de um...ou seja, eu já comprei o sapato...sem necessitar de vendedor. Simples assim por que juntei dois fatores: Eu queria + o achei!
Enfim, entrei na loja...2 vendedoras vieram em minha direção...e eu em direção ao sapato. Como num jogo rápido, a primeira que tinha me abordado, deu espaço à segunda sem maiores problemas (ou seja, ela não era a vendedora “da vez”...algo que só alguém da área de vendas/atendimento entende). Mas mesmo assim, a primeiro ficou próxima...como um suporte ao cliente. Mesmo decidida, ainda me ofereceram 2 modelos (elas estavam realmente me vendendo, mudando o status inicial: que eu já tinha comprado). Na hora de pagar, efetuei no cartão de débito e para minha surpresa, me pediram para colocar o numero do meu celular na parte de cima do comprovante de pagamento de cartão da loja...achei estranho...mas queria entender o porque, e fiz o solicitado.

Antes mesmo de chegar em casa, recebi uma mensagem, agradecendo a visita à loja e avisando que quando tiverem novidades iriam me comunicar. (????) Vocês não imaginam a minha sensação como cliente! Aquela loja foi “a loja”! Superou as minhas expectativas...me seduziu....me cativou....foi “O Cara” em relacional!
Olha como é simples ser “O Cara”...é  tratar o cliente como VOCÊ gostaria de ser tratado ou atendido!

Para simplificar mais, vamos à um passo-a-passo. Faça à você mesmo essas perguntas simples abaixo:
- Me preparei para o cliente (estou com a loja arrumada, eu mesma estou limpa e arrumada e com o meu melhor sorriso ao cliente);
- Quando o cliente me escolheu, vou me dedicar à ele até que o mesmo esteja satisfeito com o meu atendimento (falei atendimento e não venda, muitas vezes o cliente não compra de imediato, mas sai com referência – positivas ou negativas – que depende só de você);
- Depois que o cliente se foi...o que posso fazer de melhor com o meu ouro: a base de dados de cliente?
- E se o cliente voltar com dúvidas, dificuldade de utilização do produto ou com problemas com o mesmo...estarei pronta para atendê-lo? De que forma vou tratá-lo?
- Se eu fosse o cliente, como teria avaliado o “meu” atendimento?
E aí....quais foram as respostas? Sente-se pronto para o desafio?
Agora, amigo, se não está pronto para todos os tipos de cliente, vou lhe dar um conselho: “-Caia fora!” Além de não ter a rentabilidade desejada, você não será feliz desempenhando esse papel.
E você, gestor de equipes de vendas, está atento para identificar as pessoas que estão na sua equipe e que não tem perfil para trabalhar com atendimento à cliente? Se existe alguém fora de perfil, dê oportunidade à essa pessoa para se desenvolver no que realmente é bom. Faça uma análise junto à esse profissional. Seja justo e honesto com ele...e, desempenhe sua tarefa de líder, faça-o se desenvolver...em outra função, é claro!
Como eu disse acima, quem gosta de gente....tem o “dom” para vendas, consegue lidar com os desafios da profissão; quem está na área por falta de opção, além de não se dar bem na área, ainda cria, aos olhos do cliente, uma aversão à marca ou ao serviço oferecido.
Se supere em seus atendimentos!
Indiferente da marca ou do serviço que apresente, tenha a sua carteira de clientes. Pessoas que lhe procuraram sempre...onde você estiver só pelo seu atendimento. Se desenvolva na área! Estude seu produto, saiba que é seu cliente....conheça-o melhor do que qualquer um...ou seja....seja “O Cara” em vendas!
 Sorte, Determinação e Suce$$o!

2 comentários:

  1. Eu tive a sorte de ter alguns mentores na minha infancia e adolescencia. meu pai, meu tio nenê (voce não conheceu) e o tio Henrique. O tio Henrique não ficava apenas na venda: conversava, oferecia um suco, ás vezes uma cerveja, enfim procurava estabelecer um laço de amizade com cada novo cliente. Sem falar nos preparados de ervas medicinais que ele oferecia a quem confidenciava algum problema de saúde. Esse comportamento era também com os gerentes de banco e com os fornecedores. Vi diretor da Vidraria Santa Marina sair em pescaria com ele.
    Um dia, um sujeito apareceu numa C10 velha enferrujada para trocar um espelho retrovisor. Enquanto eu trocava o espelho ele começou a conversar com o proprietário e ofereceu-lhe um parabrisa fumê. O sujeito aceitou e troquei o parabrisa em bom estado pelo parabrisa fume naquela C10 velha, enferrujada e com alguns amassados na lataria. Perguntei para ele como ele tinha conseguido vender um parabrisa fumê para um carro velho. Ele respondeu: Simples, voce não viu que ele usava uns óculos escuros que cobria a metade da cara. Ele deve ser muito sensível ao sol, ofereci alguma coisa útil para ele.

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  2. Também tive muita sorte na minha infância.....tive mentores excelentes!
    Hoje chamamos essa venda de párabrisa como venda adicional. Existem estudos de como essas vendas rentabilizam as empresas...quer um exemplo rápido e simples: Mac Donald's. Você entra em uma lanchonete e ao fazer seu pedido a atendente lhe diz assim: batata pequena ou média? Você com fome e no automático responde: Média! Daí estranhamente, ao pagar, o seu kit não tem o mesmo valor da placa...porque? Porque o "combo" da promoção é com batata pequena e você escolheu a média....sem nem ao menos perguntar o valor da mesma.

    A atendente resolveu o seu problema de fome e o da empresa em aumentar a rentabilidade. Não houve nada de errado...uma relação comercial simples....desde que bem orquestrada!

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